Seres humanos são complexos. E não digo isso pensando na fisiologia ou na bioquímica. Um ser humano é formado por muito mais que um amontoado de células. Nós somos o conjunto dos nossos medos, desejos, emoções e experiências. Mas me arrisco a dizer que o medo é o fator mais importante nessa balança. Pelo menos pra mim. Eu tenho medo do fracasso. E isso várias vezes me afastou do sucesso. Como? Eu explico. O medo de fracassar muitas vezes simplesmente me levou a não me esforçar, me levou a fingir desinteresse. Por que quando a gente se esforça e ainda assim dá errado, não tem desculpa, é fracasso e pronto. Quando você deu o máximo de você e, mesmo assim, ainda deu errado quer dizer que o seu máximo não é suficiente! Eu prefiro acreditar que eu nunca dei meu máximo. E que, se eu precisar, meu máximo será suficiente. Logo, posso dizer que eu nunca fracassei. Mesmo tendo fracassado inúmeras vezes. Essa lógica faz sentido para mais alguém? É exatamente e...
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Mostrando postagens de setembro, 2017
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Hoje me lembrei deste texto que escrevi no inicio desse ano. Resolvi publicar para que ele não se perca. ................................. Hoje era ao mesmo tempo um dia como qualquer outro e era também o dia mais importante da vida de alguém... engraçado como uma dicotomia tão grande pode caber na mesma sala. A sala era apertada, tive que ficar só na portinha, bisbilhotando, apesar do cheiro de sangue, a expectativa e a felicidade que contagiavam a sala me convidavam a entrar, a cada momento me aproximava um pouco mais. Mas me mandaram ficar na porta, do lado de fora, e eu tinha que me esforçar pra permanecer com isso em mente. Queria participar. A atmosfera estava tão leve, o clima tão bom! Ouvi uma voz perguntando “como vai chamar a primeira?” “Maria Júlia” alguém respondeu de algum lugar. Admito que não é uma cena bonita, nós viemos ao mundo, sujos, roxos e ensanguentados, mas quando Maria Júlia chorou...
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Hoje o assunto vai ser sexo. Eu perdi minha virgindade aos 18 anos. Tarde, considerando os padrões de hoje em dia. Foram 18 anos para acumular expectativas e especular sobre o assunto. Eu já nem tinha mais uma visão romantizada do assunto quando finalmente eu conheci o tal do sexo, mas admito que eu esperava mais. Quando eu era adolescente, li a biografia da Maitê Proença, escrita por ela mesma, e ela disse no livro algo que me chamou muita atenção na época, ela disse que sexo era algo superestimado. Fiquei chocada. Como assim? Ah, ela só pode ter sido muito mal comida a vida toda, foi o que eu pensei. Eu ainda era virgem. Hoje, depois de 3 anos em um relacionamento estável, praticando sexo regularmente (pasmem, tendo orgasmos regularmente), eu não poderia concordar mais com ela, sexo é extremamente superestimado! É gostoso? É. Mas é trabalhoso, é cansativo. E se sexo é só sobre prazer... existem prazeres mais fáceis. Chegar em casa, com o sol no céu ainda...