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Na próxima semana completo 25 anos e tenho me pegado pensando bastante sobre como estou envelhecendo e como tenho vivido minha vida até agora. Nessa primeira "crise" de idade resolvi que já era hora de começar a me cuidar, iniciei uma rotina de skincare (indicada por dermatologista!), estou comendo mais frutas e tenho repensado meu consumo de frituras e doces (por enquanto apenas repensando, não entrei na fase de começar a evitar esses alimentos hahah). Também aproveitei o momento para revisitar em pensamentos coisas que eu fiz (e que achei legal pra caralho ter feito) e coisas que ainda quero fazer antes dos 30 (ou dos 40, por que a lista não está fácil). 30 coisas que quero fazer antes dos 40 anos: 1) Conhecer todas as capitais do Brasil Já conheço 8, nenhuma do norte ou do centro oeste, acabando corona vou correr atrás desse item. 2) Fazer um mochilão pelo sudeste Asiático Tailandia, Filipinas, Vietna, Malásia... ainda não fiz o roteiro, mas definitivamente vai ser...
A vida é mesmo um sopro... Estamos aqui, acordamos, trabalhamos, dormimos, e de repente, logo, não estamos mais. Um momento de bobeira, uma distração, um acidente. De repente, tudo acaba. É preciso olhar com carinho o que fazemos todos os dias entre o acordar e o ir dormir, é preciso valorizar cada novo abrir de olhos, amar e ser amado, por que no fundo, é só o que importa. O que compramos, o que usamos, o que vestimos, não faz a menor diferença, os momentos que compartilhamos e com quem compartilhamos esses momentos é que importam.  Sentar com os amigos e com a família e conversar sobre a vida, conversar sobre tudo, todos e nada ao mesmo tempo, não concluir um assunto e pular para o próximo... e sentir que aquele tempo dá significado à nossa existência. Por que é assim que as relações vão se construindo e o ser humano vai se tornando cada vez mais.. humano.  Não perca a oportunidade de sorrir, não perca a oportunidade de abraçar (em tempos de pandemia, já deu...
Sempre acreditei que para se chegar em algum lugar o primeiro passo é saber ONDE é esse lugar, parece meio absurdo, mas muita gente passa a vida inteira correndo atrás de algo que não consegue definir o que é e muito menos onde está. Eu sempre fiz planos, gosto de planejar, fazer listas e principalmente, riscar objetos dessas listas! Quando eu tinha 10 anos eu me via na faculdade e indo morar sozinha aos 17 anos, foi exatamente o que aconteceu, mesmo que o curso escolhido tenha mudado 1 vez a cada 3 meses durante esse tempo e que a minha decisão final tenha surpreendido todo mundo inclusive a mim mesma (mas cara, não poderia estar fazendo outra coisa no mundo, amo o que eu faço com todo o meu coração), enfim, tracei planos e corri atrás do meu objetivo. Na faculdade, tinha o objetivo de me formar com um bom currículo e fazer residência na sequência, mas a vida me obrigou a traçar novos planos, reconsiderar minhas prioridades, e foi o que eu fiz. Foquei meu objetivo em conseguir um bo...
Me formo em menos de 5 meses. Há um tempo, estava desesperada, com medo e sem acreditar que o tempo de faculdade já estava se esgotando. Não me sentia preparada, não me sentia capaz de exercer a profissão que estou estudando para exercer. Há um tempo, me disseram que eu já deveria me sentir médica, que a colação de grau não ligaria uma chave de controle na minha cabeça e me faria sentir preparada e que eu deveria construir essa imagem de mim mesma. Não sei o que mudou. Mas se me perguntam hoje, "o que você faz da vida?" a língua coça para dizer, sou médica!. Já cansei do status de estudante. Já me sinto preparada para assumir um novo status. Não me entenda mal, não é prepotência. Estou longe de saber tudo, as vezes, em alguns momentos, ainda me questiono se eu sei o mínimo necessário. Mas aprendi que ninguém sabe tudo e que não temos que aplicar no SUS o que a guideline americana do mês passado está dizendo!  Vi médicos que eu considero incríveis errando, e isso não os to...
O amor é mesmo surpreendente. Eu tinha 18 anos. Nunca tive nenhum relacionamento duradouro, tinha medo de me envolver, baixa autoestima. Estava morando sozinha há menos de 1 ano, vivendo um sonho, uma aventura.   Um dia qualquer, me chamaram para beber, nessa época eu nunca negava (fico me perguntando como meu dinheiro dava, acho que é porque minhas compras no mercado se resumiam a leite com toddy e miojo). Minha amiga disse que ia levar uma amiga, a amiga da minha amiga disse que ia levar um amigo (um ex-namorado, oi?). Chegamos, nos apresentamos. Moço bonito, sorriso encantador, e a risada? Que delícia de risada. Mas ele estava de acompanhante da outra moça, era ex-namorado dela, deve que queria um replay. Ele puxou a cadeira pra ela, pagou a conta... só podia ser um encontro! Que moça esquisita, levar esse monte de gente num encontro.   Bebemos, rimos, jogamos sinuca, mudamos de bar. Admito que flertei discretamente. Admito que não sou tão discreta assim depois do 3º ...
Enquanto sentia a água quente escorrer pelo meu corpo tenso e minha cabeça dolorida, fiquei torcendo para que a sensação estranha que me acompanhou o dia todo também fosse lavada. Comecei a lavar os cabelos e de repente a sensação, que agora identifiquei como... medo? se tornou tão intensa que fez minhas pernas cederem. Sentei no chão do banheiro e fiquei vendo a água cair no meu rosto tentando entender. Passei alguns minutos assim. Não me lembro o que passou pela minha cabeça. Por sorte, o piso gelado começou a congelar minhas costas o que me deu forças para levantar e terminar o banho. Repassei meu dia mentalmente, o que pode ter causado tamanho desespero? Eu estava entrando em colapso e nem conseguia entender o motivo. Senti meus olhos quentes e lagrimas se formarem, mas elas não escorriam, mesmo que eu me esforçasse elas não escorriam, ficavam ali entaladas se recusando a cair sem um motivo justo. Me vi a beira de um ataque de panico. Já experimentei a sensação antes, e posso te ...
Ainda estamos na segunda semana da enfermaria. Ontem acabei de viver um dos momentos mais felizes em toda a minha vida acadêmica. Disse pra uma mãe, que estava há mais de 2 meses no hospital, que ela poderia levar sua filha pra casa. Que estava tudo bem. Essa mesma mãe, tinha acabado de vir do velório de sua própria mãe, e ainda assim, sua felicidade foi tão grande que transbordou em forma de tremores em suas mãos. Maria Alice nasceu com 28 semanas, e contra todas as expectativas estava totalmente saudável e indo para a casa. No dia seguinte, um novo paciente, uma nova história, a cada alta abrimos um novo leito e também caminho para entrar em mais uma vida. Lendo o prontuário já fiquei inquieta. Era longo, complexo, reunia a história de 5 meses de sofrimento. Coincidentemente, o mesmo tempo de existência daquele pequeno ser. Algo me dizia que eu não estava preparada para encarar esse desafio. Meu instinto de autoproteção tentou me manter longe. Mas me disseram, "você vai ser...